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quarta-feira, 1 de junho de 2011

13 táticas para trabalhar com Mídias Sociais

Com o crescimento exponencial, no ano passado do Facebook e Twitter, os marketeiros já se deram conta que a mídia social é um elemento necessário em qualquer estratégia de marketing integrado.
Mas mídia social é um conceito relativamente novo e, de algumas formas diferente de mídia tradicional. O desafio é alavancar meios de comunicação social de forma eficaz para construir sua lista de perspectiva e a base de clientes, impulsionar as vendas e desenvolver os defensores dos clientes.
Os especialistas em Marketing intuitivamente entendem isso, mas precisam usar algumas táticas para ajudar a construir um plano de marketing para mídias sociais que atinja estes objetivos.


Aqui estão 13 táticas de ação:


1. Entender como e por que membros de seu mercado alvo usam a mídia social.
Como acontece com qualquer plano de marketing, é fundamental conhecer o seu público-alvo para que você possa desenvolver-se devidamente, adaptando o conteúdo e as comunicações para satisfazer as suas necessidades. Aqui estão três fatores a considerar para compreender melhor porque eles participam em meios sociais:
- As pessoas querem se conectar com as pessoas que têm interesses semelhantes para se socializar.
- As pessoas estão procurando expandir sua rede de relacionamentos, especialmente em situações em que precisam de uma referência pessoal.
- As pessoas utilizam meios de comunicação sociais como um filtro de pesquisa para obter entrada a partir de fontes confiáveis.

2. Desenvolver conteúdo que atenda às necessidades e interesses dos consumidores.
Isto deve ir além da simples transmissão de alguma oferta. Você deve limitar promoções para um total de 12 mensagens, no máximo. Especificamente, fornecer informações que atendam os clientes e as necessidades dos participantes de mídia social. Lembre-se, com os meios de comunicação social, o seu público é mais amplo do que o seu mercado alvo. Considere os seguintes tipos de conteúdo e informações:
- Fornecer suporte ao produto ou informações de como utilizar. Isso é particularmente útil para incentivar a compra (por exemplo, receitas) ou para fornecer instruções adicionais sobre a pós-compra.
- Referir-se aos interesses pessoais dos consumidores . Além disso, considere como alvo as comunidades no Orkut ou Facebook.
- Fornecer humor, porque todo mundo gosta de ser entretido.


3. Atuar como um canal de comunicação com notícias relevantes agregadas, anunciar reuniões etc...
Use uma variedade de formas de conteúdo para compreender o papel que cada um desempenha na mídia social. Uma combinação de tempo e informações específicas é necessário. Alguns tipos de meios de comunicação social levam as pessoas a seu site e suas outras páginas da comunicação social. Entre os formatos diferentes a considerar são artigos, comentários (incluindo as opiniões, discussões e tweets), no blog, fotos, áudio, vídeo, apresentações e nos eventos transmitidos através de eventos onde uma pessoa presente no evento re-transmite para sua audiência o evento através do twitter ou outros meios.


4. Permitir aos participantes meios de comunicação social para compartilhar conteúdo.
Isso se aplica ao conteúdo do seu site e de terceiros. Disponibilize maneiras do seu conteúdo ser divulgado no twitter, no orkut, facebook, ning, digg etc…. Lembre-se, a informação é a moeda em seus relacionamentos.


5. Apoiar e promover o conteúdo gerado pelo participante.
Esta deve ser em uma ampla variedade de locais, incluindo os comentários dos consumidores, as análises e discussões em sites de comunidade e quadros de avisos, e veículos como o TripAdvisor, Yahoo Respostas, ou LinkedIn.


6. Integrar informações sobre o produto em seu conteúdo / história.
Isso é necessário para os leitores encontrarem o seu produto. Faça os produtos serem parte de sua história. É importante que o seu site e páginas de compra sejam otimizados para que os visitantes possam compartilhar, guardar informações e comprar.


7. Alavancar a capacidade de mídia social para que tenha função de pesquisa.
Em parte, o tempo do Twitter no local é baixo em relação a sites como o Facebook, pois ele atua como um motor de busca através do envio de leitores para outros sites e conteúdos.


8. Utilizar o conteúdo nos meios de comunicação social para ajudar a construir a otimização de busca orgânica.
Fornecer conteúdo rico em palavras-chaves e links para outras áreas do seu site e oferecer informações relacionadas. Isto é particularmente importante com a introdução do real, resultados de pesquisa do tempo.

9. Escutar, interagir e reconhecer os consumidores.
Eles querem ser ouvidos e reconhecidos. Eles querem que a interação humana, não uma comunicação automatizada.


10. Proporcionar rapidez e agilidade – reagir a eventos que vão se desenrolando.
Por exemplo, pessoas mobilizadas com a causa do Haiti poucos minutos depois do terremoto. A chave é fazer com que suas comunicações sejam relevantes numa base individual e permitir contribuições menores.


11. Participar nos meios de comunicação social, com uma voz humana e uma história pessoal.
Isto remete para o “The Cluetrain Manifesto”. O Blog mídias sociais já postou sobre o Manifesto Cluetrain.


12. Incentivar os funcionários/parceiros a participarem dos meios de comunicação social.
Confiar neles para construir relacionamentos fora dos canais tradicionais de vendas, suporte e serviços. Desenvolver orientações para capacitar seus funcionários e dar-lhes uma formação adequada. Isto dá à sua empresa um verdadeiro rosto humano e reforça a coesão interna e externa.


13. Divulgar conversas relevantes, respostas, relacionamentos com clientes e vendas através de fóruns de comunicação social.
Além disso, as iniciativas de medida especificam quais são as mais eficazes para a sua oferta e base de clientes. Use estes resultados para ajudar a modificar e aperfeiçoar as suas táticas.
No geral, é importante que os comunicadores saibam que mídia social não é uma campanha específica, ou conjunto de iniciativas. Ela exige uma mudança de mentalidade, que exige o compromisso contínuo e atinge toda a organização.
O uso criativo dos meios de comunicação social é fundamental para garantir que a sua “viralização” contínua esteja em sintonia com as necessidades dos consumidores de hoje.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Você já ouviu falar em ROI?


ROI é a sigla de retorno sobre o investimento, em inglês. Ao calcular o “ROI” das mídias sociais, você começa por contabilizar, por exemplo, o custo de lançamento de um blog e depois busca avaliar o retorno, em vendas, sobre aquele investimento? É provavel que sim.

A maioria das empresas faz isso. Mas algumas começam de modo diferente, analisando a que objetivos de marketing o blog pode atender e que comportamentos se esperam dos visitantes. Essas atitudes devem ser consideradas e mensuradas como “investimentos” dos clientes na mídia social lançada pela empresa.

Em outras palavras, o retorno sobre o investimento em mídias sociais nem sempre será medido na moeda corrente das vendas; as atitudes (ou “investimentos”) dos clientes também pesam muito. Incluem parâmetros óbvios, como o número de visitas e o tempo gasto ali, mas também algo como o grau de "atratividade" dos comentários deixados no blog e o número de citações à marca no Facebook ou no Twitter.

Embora os altos executivos certamente precisem de números para saber se seu investimento está se pagando, querer apenas isso tem raízes na mídia tradicional, de massa. Essa visão estreita acarreta dois tipos de problema:

1. É orientada pelo curto prazo.
Desenvolver relacionamentos significativos com os clientes leva tempo, porque as relações online envolvem conversas interativas e alguns gestores ainda não gostam da ideia de fazer parte do admirável mundo novo de “relacionamentos” com consumidores. Esse é um mundo em que os clientes controlam suas experiências online e onde suas motivações os levam a se conectar online com outros consumidores enquanto eles criam e consomem conteúdo, a maior parte dele gerada pelos usuários, não pelas empresas.

Quatro motivações-chave direcionam o uso das mídias sociais pelos clientes:

• conexões;
• criação;
• consumo;
• controle.

A perspectiva desses quatro Cs é importante porque leva a uma estrutura orientada pelo cliente na hora de avaliar uma mídia social. A maioria dos executivos ainda enxerga os aplicativos de mídia social como apenas mais um veículo de comunicação. Isso é um erro. O ambiente das mídias sociais é controlado pelos consumidores, não pelas empresas.

2. Ignora a maioria dos aspectos qualitativos.

Ela ignora, por exemplo, o valor de tweet sobre uma marca, que surge de características únicas da internet e não possui analogias óbvias com as métricas tradicionais de mídia.

Objetivos melhores

A maioria dos gestores de marketing se sente pressionada a perseguir objetivos tradicionais, como vendas diretas, redução de custos ou aumento na participação no mercado. Eles até são mensuráveis na web 2.0:

• Para saber o efeito imediato sobre as vendas de uma campanha específica em uma mídia social, acompanha-se o faturamento gerado pelo dinheiro gasto, mesmo que vincular ações em mídias sociais diretamente às vendas seja difícil.

• Para mensurar economias de custo, basta medir quanto os consumidores fazem o papel de serviço de atendimento ao cliente, respondendo a perguntas nos fóruns.

• Para calcular aumento na eficiência das pesquisas de mercado, basta medir quanto a empresa usa a internet para buscar novas ideias – em fóruns de discussão em que os consumidores comentam conceitos de produtos e postam sugestões de aperfeiçoamento.

Mas os profissionais de marketing deveriam focar objetivos que demonstrem explicitamente o valor de operar no ambiente das mídias sociais, ou seja, que tirem proveito das características que distinguem as mídias sociais das demais, como estes três a seguir:

Brand awareness

Tradicionalmente, o nível de conhecimento da marca é medido por meio do acompanhamento de estudos e pesquisas de opinião. Online, entretanto, as empresas contam com outras formas de fazê-lo. Nos ambientes das mídias sociais, cada vez que uma pessoa usa um aplicativo desenvolvido pela empresa ou fala dela, a exposição da marca aumenta, muitas vezes em contextos altamente relevantes.

Por exemplo: muitos dias antes das eleições nos Estados Unidos em 2008,
a Starbucks veiculou uma peça no programa humorístico Saturday Night Live, também mostrado no YouTube, promovendo café grátis. As menções à Starbucks no Twitter explodiram, com uma menção cada oito segundos em média, o que se traduziu em aumento substancial da exposição da marca. Esse tipo de uso das mídias sociais fortalece as associações com a marca na mente do consumidor.

Outro exemplo é o da Naked Pizza, que fica em Nova Orleans, Louisiana, EUA, e é voltada para quem gosta de pizza, mas não abre mão de produtos saudáveis. A empresa passou a tuitar sobre suas pizzas em 2009 e hoje tem mais de 10 mil seguidores. Um cartaz do lado de fora de sua loja convidava os clientes a seguir a empresa no Twitter. O sucesso da campanha no microblog culminou com um recorde de vendas, com mais de 68% desse movimento sendo originado por clientes que eram seguidores no Twitter. No mesmo dia, 85% dos novos clientes da empresa afirmaram que haviam sido motivados a comprar na Na
ked Pizza por causa do Twitter.

Envolvimento dos clientes

Essas campanhas com alto poder de envolvimento, a partir de conteúdo gerado pelos próprios usuários, tendem a conseguir comprometimento dos consumidores, reforçando a lealdade à marca e fazendo com que o cliente esteja mais propenso a despender algum esforço para apoiar a marca no futuro. Foi o que houve com a Southwest Airlines, a Starbucks, a Target e o Burger King.

Boca a boca

Uma vez conscientes da existência da marca e envolvidos com ela, os clientes têm condições de transmitir suas opiniões a respeito a outros consumidores, positivas ou não. Em 2005, o jornalista de tecnologia Jeff Jarvis criou um blog chamado “Dell Hell” para falar do péssimo atendimento que recebeu do serviço ao cliente da Dell. O buzz se espalhou rapidamente na internet e chegou à mídia de massa, e a Dell viu seus índices de satisfação de clientes cair cinco pontos percentuais em um ano.

Já a empresa de games Square Enix viu o lado bom disso: iniciou uma comunidade online para alimentar o interesse pelo lançamento de um novo jogo e o site atraiu mais de 14 mil pessoas para seus fóruns, sendo 30% recrutadas pelo boca a boca. Além disso, 40% da comunidade encomendou o produto antes do lançamento. No fim de 2009, o videogame já vendera 510 mil unidades nos Estados Unidos e no Canadá.

Costuma-se estimar o buzz geralmente por meio de pesquisas de opinião que medem a probabilidade de recomendação, ou usam-se a satisfação dos clientes e sua lealdade para afiná-lo, mas, online, medese isso diretamente. Metodologias mais sofisticadas geralmente são necessárias para medir o buzz, porque grande parte dele pode ocorrer, seja online ou não, em comunicação não aberta. Conteúdo gerado por usuários também pode carregar marcas de consumo favoritas (como em um vídeo no YouTube ou em uma foto no Flickr) e, assim, contribuir para o boca a boca.

É vantagem começar pelas motivações dos consumidores em relação à empresa, em vez de tentar descobrir que mídia social usar: isso mostra como aplicativos díspares se assemelham quando as motivações são as mesmas.

Matriz da eficácia


O passo seguinte é analisar as opções estratégicas para avaliar as iniciativas. Propomos uma matriz [veja quadro acima] que resume as opções dos gestore
s e traça os melhores (e piores) caminhos nesse campo:

• Quadrante “rua sem saída”.

Nesse caso, o profissional de marketing tem uma capacidade limitada de medir seus esforços de mídia social e acredita que não estão funcionando. Os gestores se encontram nesse quadrante em consequência de uma estratégia do tipo “jogue tudo na parede para ver o que gruda” e acabam fazendo mudanças o tempo todo, sem ter como medir o impacto de cada uma.

Como a mensuração é confusa e os esforços parecem fracassar, o gestor tem pouca ideia do que fazer. O resultado é bastante previsível: ele desistirá de suas ações em mídias sociais ou continuará com ajustes aleatórios sem base em dados objetivos. Esse quadrante é, como se disse, uma rua sem saída e ninguém quer estar nessa situação.

• Quadrante “medida e ajuste”.

Nesse caso, o profissional de marketing possui uma capacidade razoável de quantificar seus esforços em mídias sociais, mas, ainda assim, suas mensurações o têm levado a acreditar que eles não estão funcionando. Isso difere de estar numa situação de rua sem saída, pois, mesmo que o gestor não creia que está sendo bem-sucedido, ao menos ele tenta medir a eficácia das ações.

Uma vez que os componentes estão sendo mensurados, há provavelmente algumas pistas sobre o que está dando errado. Isso significa que o gestor pode avaliar e ajustar a estratégia de mídia social de acordo com suas conclusões. Se conseguir fazer isso bem, ele pode avançar para o quadrante “repetir para ter sucesso”.

• Quadrante “repetir para ter sucesso”.

Aqui o profissional de marketing tanto tem uma capacidade razoável de aferir os resultados de suas ações em mídias sociais como acredita que os esforços estão funcionando. Uma vez que os componentes estão sendo mensurados, ele pode repetir de forma consciente o processo para melhorá-lo ainda mais. Isso é difícil de fazer, mas, obviamente, vale o esforço.

• Quadrante “otimismo ingênuo”.

Nesse caso, o profissional de marketing possui uma capacidade limitada de medir suas ações. Mesmo assim, ele acredita que tudo está dando certo. Julgamos que a maior parte dos profissionais de marketing começa nesse quadrante.

Eles acham que vale a pena o esforço de investir nas mídias sociais, mas não têm certeza de qual a melhor forma de medir esses esforços. Esse quadrante pode ser uma armadilha, porque, embora seja uma posição razoável da qual partir, todo mundo quer avançar o mais rápido possível para não ficar preso aqui.

São três as opções a seguir:

1. O gestor não muda nada e, assim, ele provavelmente cairá na rua sem saída. Isso porque a falta de aferição levará, no final das contas, à deterioração da eficácia dos esforços ao longo do tempo, principalmente se os concorrentes puderem se sair melhor.

2. O gestor simplesmente começa a medir as ações de mídia social, descobre que as coisas não estão funcionando tão bem quanto poderiam (passando para o quadrante “medida e ajuste”) e, então, direciona seus esforços para o quadrante “repetir para ter sucesso”.

3. O gestor começa a medir e descobre que as ações tê
m sucesso, avançando diretamente para a repetição do sucesso a partir do otimismo ingênuo. Em qualquer um dos dois últimos casos (desnecessário dizer que ambos preferíveis ao primeiro), a meta é fugir da mensuração confusa e ir na direção de métricas quantificáveis.

Agir antes, não depois

Gestores antenados não esperam sentados pelos resultados depois do lançamento de uma campanha em mídias sociais. Eles ouvem cuidadosamente, porque sabem que o cliente não apenas “consome” a campanha, mas também pode comentá-la (“criação”), compartilhá-la com seus amigos (“conexões”) e dar sua opinião, sem ser censurado (“controle”). E, além de acompanharem essas reações, tais gestores agem.